Quarentena – 28º dia

Quarentena – 28º dia

“Havia uma profetisa, chamada Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser, avançada em dias, que vivera com seu marido sete anos desde que se casara e que era viúva de oitenta e quatro anos. Esta não deixava o templo, mas adorava noite e dia em jejuns e orações. E, chegando naquela hora, dava graças a Deus e falava a respeito do menino a todos os que esperavam a redenção de Jerusalém.” (Lc.2:36-38)

Algo que me desperta a atenção, é que vivera sete anos com o seu marido, mas agora, viúva, permanecia no Templo…

Não é apenas “o jejuar e orar” permanentemente, mas o fato de ter perdido o marido, contudo, de forma alguma, ter desanimado!

Ao invés de se permitir “enfraquecer”; procurar apoio imediato nos familiares, etc., ela rendeu-se a Deus…

Creio que, para alguém adorar noite e dia, é porque existe nessa pessoa, uma gratidão; uma certeza de que, aquilo que Deus fizera na sua vida, é real!
Não se deixou vencer pelas dúvidas, ou se permitiu lamentar pelas perdas, mas viveu os restantes dos seus dias, após a morte do marido, dando-se para Deus!

Em virtude das nossas defesas naturais, agimos, muitas vezes, de uma forma reprovável, egoísta e orgulhosa… Mas não esta mulher! Concerteza também ela enfrentou dificuldades, mas venceu, fazendo do “limão uma limonada”.

Existem muitas pessoas que, na perda, desanimam, ficam fracas, rendem-se e julgam a Deus… Desde o dia que perderam “o marido”, até ao dia de hoje, “vivem” essa “morte”, com tristeza e desânimo, não fazendo mais nada.

Mas Ana, não! Ela destacou-se pela sua atitude.

“E, chegando naquela hora, dava graças a Deus e falava a respeito do menino a todos os que esperavam a redenção de Jerusalém.”

Todas as pessoas que aprendem, na perda, a entregar o seu egoísmo e as suas defesas a Deus, sendo flexivel à Sua ação, cedo ou tarde estas pessoas verão Deus nas suas vidas.

Ele não lhes ficará indiferente.

Por isso, não podemos render-nos nas perdas; desmaiar ou perder a fé… Temos que ser melhores!

A dor, ou nos conduz ao melhor – viver pela fé – ou ao pior – entregar-se aos sentimentos.

Na perda, devemos pensar: “Eu vou adiante! Isto não vai impedir-me, diminuir a minha fé ou a minha força. O Deus que eu sirvo, independe do meu marido ou das coisas que eu tenho.”

Eu comecei a servir a Deus quando eu tive um encontro com Ele, e, por isso, não podem existir perdas ou preocupações, que me dominem, mas uma certeza de que Deus está sobre a minha vida.

Apesar de ser muito difícil lidar com a morte ou a perda, não devemos, jamais, permitir-nos dominar pela mesma!

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116 Comentários

  1. Essa semana eu perdi um familiar o qual eu amava muito, confiar é se entregar só através da entrega do coração a Deus ele pode nos dar a paz nos momentos mais difíceis.

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  2. Olá, D. Viviane
    Quero agradeçer pela quarentena, e dizer que a ideia dos cds é maravilhosa e não tens ideia do quando está ajudando em meu dia dia, eu inicialmente participei apenas como ouvinte, hoje faz parte da minha vida do meu crescimento, aprendi a analisar minhas atitudes, ouvir a vontade de Deus e praticar. Sabes que por incrivel que pareça, ouço, medito e logo logo vivo uma situação que automaticamente vai de encontro ao aprendizado do dia. Muito obrigada mesmo e já estou desejosa de outra quarentena.

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